CONSTRUÇÃO DO 4° EIV – ES

CARTA CONVITE AOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO IV ESTÁGIO INTERDISCIPLINAR DE VIVÊNCIAS – ES

17 de setembro de 2009

Companheiros e Companheiras Há algum tempo, estudantes universitários e militantes dos movimentos sociais camponeses têm realizado o Estágio Interdisciplinar de Vivencia (EIV), que é para alguns um instrumento importante de formação de novos militantes, pelo conteúdo formativo e metodologia ao qual este veio sendo construído até presente momento, além disso, um espaço de disputa ideológica visto que se insere na dinâmica de correlação de forças dos movimentos sociais e populares com o movimento estudantil e organizações políticas no território ao qual ele é realizado. Por ser este instrumento complexo e de diversas dimensões, nó estudantes universitários, militantes, trabalhadores e trabalhadoras, e sobretudo ex-estagiários, nos reunimos, refletimos e compartilhamos qual a significação que este possui para nós, e partir da troca de experiências e análises de todos os Eiv’s realizados em nosso estado, amadurecendo politicamente pontuamos algumas reflexões chegando a vários pontos comuns, que para além das avaliações individuais o EIV coletivamente para nós representa a possibilidade do encontro dos saberes popular e acadêmico, mas um encontro que necessita nas sua essência romper os protocolos, métodos, e concepções tradicionais sobre a educação e prática política, sobretudo a práxis humana. Por possibilitar uma experiência impar, vivenciar uma a realidade muitas vezes distinta do cotidiano ao qual vivemos, é importante para o “desapertar”, ou “dar um salto” ao que pode ser chamada de processo de conscientização ou tomada de consciência, que significa a apreensão da dimensão dos seres humanos como sujeitos de sua própria história, e artífices da história humana. Para alguns o EIV é importante para formação da consciência, para outros estratégico na construção e disputa da consciência coletiva, ou ambas as dimensões. Para nós ele significa a oportunidade de a partir da troca, da vivencia diária do trabalho e cultura camponesa, construirmos novas relações que possibilitem a construção de propostas coletivas para o desenvolvimento de uma nova sociedade. A sensibilização pela luta de ambos os lados, estagiários e camponeses permite que o encontro das utopias seja motor para a construção dessa nova sociedade. Nessa relação podemos com EIV, formar, conscientizar, e possibilitar a construção de uma nova sociedade, no debate sobre o atual modo de vida, na reflexão e ação sobre a nossa relação com o mundo e a natureza, através da agroecologia, da permacultura, da valorização da cultura popular, na articulação de lutas unificadas com as possibilidades ruptura e de transformação, na construção de alianças e redes organização. Para Paulo Freire a “conscientização é um compromisso histórico, também consciência histórica: é inserção crítica na história”. Percebemos que também que é necessário valorizar esse espaço e aproximar cada vez mais os participantes, movimentos e entidades envolvidas, pontuamos a importância da participação efetiva dos movimentos na construção do EIV, da importância da inserção das escolas famílias agrícolas no processo construção do estágio de vivencia para ampliarmos o debate sobre educação popular e possibilidades de parcerias. Propomos que possamos amadurecer a idéia de realizar a vivencia não apenas em áreas de reforma agrária e pequenos agricultores, mas em aldeias indígenas, territórios quilombola e culturas tradicionais (comunidade de pescadores), para que encontremos a nossa própria história, pelo resgate histórico de luta pela terra no ES que envolve a luta dos sem terra, dos pequenos agricultores, dos índios, dos quilombolas, dos pescadores, enfim, das gentes do campo e da cidade contra a exploração desenfreada e modo de vida desumanizador. Para que possamos concretizar esses e outros anseios precisamos dos movimentos ativamente trazendo reflexões, propostas, anseios, portanto convidamos para que somem conosco, para que no encontro das utopias permitamos-nos sensibilizar sobre nossas possibilidades de ruptura e construção do novo a partir da reflexão crítica e ação árdua na luta contra exploração. Permitamos-nos sonhar coletivamente, pois o sonho produz esperança e projeta na vida diária o alvorecer do novo, mantêm acesa a chama da possibilidade de ruptura.

Comissão Organizadora do IV EIV

INFORMAÇÕES:

Este ano estamos na articulação com outros espaços de vivência – em comunidades tradicionais quilombolas e indígenas do nosso estado!!


DATA PREVISTA PARA O 4° EIV – ES

08/01/2010   A    28/01/2010


08 A 13 de janeiro – etapa de preparação

14 a 24 de janeiro – vivência nas áreas

25 a 28 dejaneiro – retomada para socialização

LOCAL DA PREPARAÇÃO,  RETOMADA E ÁREAS AINDA ESTÃO SENDO DEFINIDOS!

AS INSCRIÇÕES SERÃO ABERTAS EM NOVEMBRO …

TERÃO EM MÉDIA 50 VAGAS PARA ESTUDANTADA E QUEM MAIS SE INTERESSAR!!

(observação:  o eiv é aberto a estudantes de  todas as faculdades e de qualquer lugar do país e secundaristas tb… não é fechada a estudantes da ufes!!

FIQUE DE OLHO E DIVULGUE…=)



OFICINAS DE APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIO INTERDISCIPLINAR DE VIVÊNCIAS:

CAMPUS GOIABEIRAS: 16/10/2009

Fizemos um histórico geral dos eivs anteriores e dos eivs no brasil… depois socializamos nossas experiências enquanto “ex” estágiárias/os na construção deste instrumento,  apontamos um pouco nossas perspectivas, por que achamos importante construir o eiv, sua  relevância política para o próprio movimento estudantil e em que  dimensão  o ultrapassa, como estamos nos organizando, como é a articulação com os movimentos, com os recursos, enfim como se dá todo o processo. A  companheira Rose do  Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que acompanhará o eiv es compareceu e deu uma ótima contribuição de visão política, falou sobre o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e animou o povo!!

Rolou também um bom debate, perguntas, dúvidas e assistimos o vídeo do EIV-MG e nem deu pra sair uma cultural!! Mas foi massa … deu uma galera do Serviço social, geografia,  história e é isso ai!!

(vizualize as fotos no álbum)

CAMPUS ALEGRE: 23/10/2009

Tivemos a presença de um bom grupo, com estudantes de biologia, agronomia, florestal, nutrição, veterinária, eng. madeireira, matemática e outros. Infelizmente as organizações e movimentos convidados não participaram.

Inicialmente rolou uma mística,  bate papo sobre eiv e histórico e talzz…. assistimos o vídeo do eiv sp e após mais falazada sobre esta proposta “maluca” de estágio. Várias dúvidas e idéias surgiram e foi de boa…

A cultural tbm foi massa, rolou uma boa integração no CEU e muita, muita música. Vários instrumentos, frutas, comes, vinho, cachacinha, água… Foi massa.

Terão outras OFICINAS de apresentação em BREVE nos campus de Goiabeiras de novo, Maruípe e possivelmente São Mateus!

Além de neste ano irmos pras áreas dos movimentos fazer oficinas de interação com as famílias que receberão os/as estágiários/as!!

IREMOS SOCIALIZAR AQUI A SÍNTESE DAS DISCUSSÕES QUE A COMISSÃO ORGANIZADORA ESTÁ FAZENDO ACERCA DO ESTÁGIO -  AS ETAPAS, FORMAÇÃO, ÁREAS DE VIVÊNCIAS, RETOMADA, FACILITADORES, VÍDEOS… ACOMPANHE!!!

ABRAÇOS DE LUTA!

EIV-2010!



O EIV é divido em três fases:

Preparação: é um seminário concentrado em que os estagiários participam de espaços políticos, teóricos e práticos, que vão incitá-los a refletir sobre a sociedade e os valores nela presentes, e prepará-los para a posterior fase de vivência. A metodologia utilizada é a divisão dos estagiários em brigadas, em que, coletivamente, irão realizar os debates, as discussões e as tarefas.

Vivência: serão 10* dias em que os estagiários irão vivenciar a realidade dos trabalhadores rurais  e das comunidades tradicionais índigenas e quilombolas** do Espírito Santo. Nessa etapa, os estudantes não mais estarão em um grupo, sendo distribuídos em assentamento ou acampamento do MST, em áreas do movimento dos pequenos agricultores (MPA), e neste próximo estágio em comunidades índigenas e quilombolas. O estagiário ficará todo o período da vivência na casa de um/a camponês, convivendo com sua família que receberá todas as orientações necessárias para recebê-lo.

Retomada: nesta fase, os estagiários voltam das áreas em que fizeram a vivência e socializam as experiências por eles passadas num caráter avaliativo e reflexivo.

A proposta é construir um estágio que possua um caráter de mútuo intercâmbio político, cultural e profissional entre a Universidade e os Movimentos Sociais Populares do Campo, e que contribua para o avanço na construção de um novo modelo de sociedade.

*serão 10 dias: com a avaliação realizada neste ano sobre os outros estágios, conseguimos perceber a necessidade de se aumentar a vivência dos/as estagiérios/as em 3 dias! Antes era uma semana… achamos que fará diferença tanto para os laços que serão construídos quanto para a percepção do estagiário e da relação com os movimentos!

**comunidades indígenas e quilombolas: áreas que estamos avançando na articulação para serem espaços de vivências!

EIV – ES

A distância entre os campi da Ufes dificulta o contato entre os estudantes, o que provoca a sensação de se tratar de universidades distintas. Apesar da separação geográfica, há uma identificação quanto às várias demandas comuns. Uma delas é a necessidade de vivenciar outras realidades, além da conhecida na academia.

 

Por esse motivo, a proposta de sair dos muros universitários, promover uma vivência crítica e profunda, e aliar o saber popular ao acadêmico na produção de um conhecimento democrático que atenda as reais demandas da sociedade atrai estudantes de todos os campus.

Prova disso foi o interesse que muitos estudantes do campus de Alegre demonstraram pelo EIV durante apresentação feita no dia 28 de outubro. Nesse espaço o EIV foi explicado, bem como seu funcionamento e importância. As questões levantadas foram discutidas em um agradável bate papo.

O envolvimento de universitários de todos os campus na construção e participação do estágio garante um aspecto fundamental: seu caráter interdisciplinar. O desejo de vivenciar as particularidades do Brasil rural – tão distante da univerisade – não é restrito apenas aos estudantes da área das ciências agrárias.

É igualmente válida a participação de estudantes de outras faculdades, o que resulta em uma rica aproximação e troca de experiências entre estudantes de várias instituições.


EIV – ES

Estudantes de Alegre e de Vitória após apresentação do EIV

Estudantes de Alegre e de Vitória após apresentação do EIV

 

Na próxima quinta-feira, dia 20 de novembro, acontece  uma apresentação do estágio de vivências na UFES. A apresentação está marcada para as 18:30 horas no IC-4. Todos e todas que querem conhecer a proposta, ajudar a construir e/ou pretendem participar do 3º EIV-ES estão convidados.

EIV-ES

Os companheiros e as companheiras que querem participar do 3º EIV já poderão fazer as incrições entre os dias 14 de novembro (sexta-feira) e 06 de dezembro. Em breve iremos disponibilizar aqui no blog a ficha de inscrição que deverá ser preenchida e enviada para o e-mail estagio.vivencia@yahoo.com.br durante o período de inscrição.

O Estágio de Vivências ocorrerá durante os dias 02 e 19 de Janeiro de 2009 nas áreas de reforma agrária do MST e de pequenos agricultores em regiões do Espírito Santo.

Os estagiários participarão de 3 etapas que compreendem a preparação e estudo. Em seguida são encaminhados para as áreas de reforma agrária ou de pequenos agricultores e, na últiuma etapa, todos e todas fazem uma avaliação sobre  as experiências individuais e coletivas que vivenciaram durante o estágio de vivências. Como o EIV vai além de uma vivência pontual, na última etapa também são discutidas e encaminhadas propostas para continuar a construção de atividades e ações coletivas junto dos movimento sociais. 

Segue o cartaz de divulgação com mais informações:

 

EIV-ES

Nós, do Movimento Estudantil do Espírito Santo, desenvolvemos há dois anos em nível estadual o Estágio Interdisciplinar de Vivência, em áreas de Reforma Agrária e propriedades de pequenos agricultores.

Trata-se de uma atividade permanente de aliança entre Movimentos Sociais que aqui no estado nos tem gerado muitos frutos, notadamente no âmbito da articulação entre escolas e entidades estaduais.

Propomos através do Estágio o despertar de consciência crítica nos estudantes a partir da vivência da realidade dos Movimentos Camponeses, além da reflexão e teorização da realidade social, cultural e econômica do nosso país.

O EIV se pauta por um método que possibilite atingir nossos objetivos de formação e organização estudantil. E que nada tem de “extensão universitária”, pois nosso estágio – carinhosamente chamado de EIV – é totalmente autônomo e avesso às grades curriculares, metodologias, olhares etnocêntricos ou mesmo a qualquer vinculação à academia e sua forma de tratar a relação universidade-sociedade.

Nesta 3ª edição do EIV-ES procuramos, novamente, nos desafiar a construir um Estágio que possibilite o encontro e a formação de lutadores/as estudantis, que através do diálogo e do aprendizado com o povo com ele se comprometam e com ele lutem, seja dentro da Universidade e também fora de seus muros.

Bom camaradas, gostaríamos de socializar com vocês essa reflexão, e incentivá-los a participar e construir conosco o 3º Estágio Interdisciplinar de Vivência do Espírito Santo.

EIV – ES